Trabalho na Nova Zelândia: cresce oferta de emprego por falta de candidatos

País registra número recorde de anúncios de vagas publicadas no último trimestre. Saiba mais.

 

 

Os dados trimestrais mais recentes do site Trade Me Jobs mostram que as ofertas de trabalho aumentaram 25% este ano – em comparação com o mesmo período de 2020.

Matt Tolich, diretor de vendas da Trade Me Jobs, diz que nunca foi um momento melhor para conseguir um trabalho no país.

“Os maiores aumentos foram nos setores de hospitalidade e turismo (56%), manufatura e operações (52%), construção e transporte rodoviário (46%).”

Os dados também apontaram que as aplicações do segundo trimestre de 2021 caíram 29% em comparação com o primeiro trimestre – indicando menos competição.

“Com o número de aplicações baixo, no segundo trimestre vimos o maior aumento percentual anual na remuneração média que vimos em mais de 10 anos”

A região de Bay of Plenty registrou um aumento de vagas de 32% no Trade Me, enquanto Manawatū / Whanganui figurou em 55%,  Northland 49%, Otago 33%, Taranaki 38% e Waikato 36%.

Os anúncios de emprego de Auckland aumentaram 13% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado – muito menos do que nas regiões mencionadas acima.

Os profissionais que mais tiveram aumento nos seus salários foram:

  • TI – Arquitetos (NZ$162.206/por ano)
  • TI – Gerenciamento de projetos (NZ$154.619/ano)
  • TI – Gestão (NZ$152.356/ano)
  • TI – Teste (NZ$142.021/ano)
  • TI – Análise de negócios e sistemas (NZ$138.870/ano)

“Como vimos consistentemente no ano anterior, as funções de TI ainda são as mais pagas. Isso se resume a empresas que reforçam sua abordagem de tecnologia para acompanhar os concorrentes e proteger seus negócios em um mundo pós-COVID”, disse Tolich.

“Além disso, as fronteiras fechadas estão pressionando o setor, impedindo que novos talentos entrar no país para atender às crescentes necessidades do setor” ressaltou o diretor. 

 

Fronteiras fechadas – O grande desafio atual

Na última semana, três restaurantes em Auckland anunciaram que terão que fechar as portas  por duas semanas por falta de mão de obra.

Chand Sahrawat, proprietária do Cassia, Sidart e do French Cafe, disse à imprensa que precisa urgentemente de cerca de 65 pessoas para administrar os negócios, mas por causa das fronteiras fechadas e dificuldades da imigração, teve que reduzir seu quadro para 50 funcionários.

A indústria está pedindo prorrogações urgentes de vistos, isenções de fronteira para trabalhadores críticos e jornada de trabalho prolongada para portadores de vistos de estudante.

“Você encontra alguém e então outra pessoa tem que sair porque seu visto está acabando ou, porque eles têm alguma incerteza em relação à renovação do WHV.”, disse Sahrawat.

Ela disse que a questão não era sobre salários, mas simplesmente encontrar pessoal suficiente ou manter boas pessoas.

“Os moradores locais não estão aplicando para as vagas. Conseguir que uma equipe de imigrantes custa NZ$ 27 a hora. Portanto, definitivamente não acho que pagar às pessoas seja o problema. O problema é não ter os funcionários.”

A líder do Partido Nacional, Judith Collins, disse que o governo precisa permitir que mais trabalhadores entrem no país.

“Na verdade, é quase um crime o governo não permitir que mão de obra qualificada entre na Nova Zelândia por meio das instalações do MIQ quando temos 2.000 leitos vagos … eles estão matando pedaços inteiros de nossa indústria agora”, disse ela.

Em um comunicado, o porta-voz da imigração do ACT Party, Dr. James McDowall, disse que o partido planejava desligar suas próprias luzes em solidariedade com a indústria da hospitalidade.

“Graças à inação do governo em relação à imigração, os empresários não conseguem os trabalhadores de que precisam, alguns disseram que este poderia ser o prego final no caixão de seus negócios.”

Em um comunicado, o ministro da Imigração, Kris Faafoi, disse que o governo estava ciente dos desafios em muitos setores, mas as medidas para proteger as fronteiras da Nova Zelândia mantiveram o país livre do vírus.

“No mês passado, estendemos cerca de 10.000 vistos WHV e SSE que deveriam expirar entre 21 de junho de 2021 e 31 de dezembro de 2021 – por mais seis meses para ajudar a administrar a escassez de mão de obra enquanto as restrições de fronteira da Nova Zelândia permanecem em vigor”, disse Faafoi.

 

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